Dilatação do tempo

Para chegar ao Escritório de Patentes em Berna, Einstein utilizava como meio de transporte o bonde da cidade. Nestas viagens ele pensava sobre as dificuldades da Física de sua época e em viagens na velocidade da Luz. Assim, nos exemplos para ilustrar sua teoria, Einstein também utilizou por várias vezes os bondes, o que depois se tornou comum na literatura da Relatividade Restrita.

Vamos utilizar um destes clássicos exemplos para estudar a Dilatação do tempo. Um observador A e outro observador B que está dentro do bonde, estão equipados de relógios. Dentro do bonde existe um dispositivo C capaz de emitir Luz e detectá-la, acima deste dispositivo está um espelho que reflete os raios emitidos por C. Assim, um raio emitido pelo dispositivo C é refletido no espelho e volta para C onde é detectado, permitindo então, o calculo do tempo de percurso ∆t.
Dilatação do tempo
Os dois observadores medem o mesmo valor para o intervalo de tempo ∆t = 2d/c.
Onde c = 299 792 458 m / s.
Imagine agora que o bonde tem movimento retilíneo e uniforme, com velocidade igual a u relativa ao observador A em repouso no solo.
O observador B mediu o mesmo intervalo de tempo do primeiro teste, mas o observador A medirá um intervalo de tempo ∆t’ diferente do anterior, pois para ele o raio de luz percorreu uma distância diferente da anterior. Observem a distância percorrida pelo raio de luz:
A partir do qual, podemos deduzir o tempo ∆t’:

Podemos chamar a divisão de 1 pelo denominador da equação, de
gama.

Sabendo que gama≥1, então ∆t’ ≥ ∆t (observamos então uma dilatação no tempo). O menor intervalo de tempo ∆t, medido para os dois eventos é chamado tempo próprio.

Para visualizar melhor a teoria estudada, você pode consultar esta animação!

Até o próximo texto!


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5 comentários:
  1. Você ta fazendo um trabalho legal,ta me ajudando bastante,estou em época de vestibular e pretendo encontrar mais pots no teu blog!

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  2. Olá, Fernanda!
    É muito bom saber que o blog está ajudando, continuarei postando.
    Obrigado pelo comentário e volte sempre.

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  3. poxa, muito bom esse site mesmo... estudei quase tudo por aqui para relembrar o ensino medio!!
    sou calouro de lic. em fisica na utfpr. O site me ajudou muito mesmo!! Parabens!!

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  4. como você chegou a esse resultado :

    DeLta S é igual...

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  5. Infelizmente é isso que a física ensina e, que os alunos têm que aprender. É estranho e triste verificar como, em 100 anos, ninguém tenha reparado, que esta experiência, que no fundo é a famosa experiência mental de Einstein, está errada, é um grande equivoco.

    Aquela diferença nas trajetórias da luz, não se deve a nenhuma dilatação do tempo, isto, independentemente de ela existir ou não. Deve-se sim à influência da velocidade do bonde, o que é o mesmo que dizer, velocidade da fonte, pois está solidária com o bonde. Isto não é uma opinião, é uma certeza.

    A luz é emitida verticalmente pela fonte emissora, mas é arrastada horizontalmente pela mesma, assim uma parte da velocidade da fonte ou trem, é somada à velocidade da luz, daí a trajetória da luz, vista pelo observador parado fora do trem, ser maior do que a que é vista pelo observador que está no interior do trem. Isto faz com que a velocidade da luz fique superior aos 300 000 Km/s, o que de acordo com a teoria é proibido. Mas Einstein equivocou-se, julgando demonstrar a dilatação do tempo através da diferença das trajetórias da luz para cada um dos observadores, o de dentro do trem e, o de fora parado, na verdade, o que ele fez, foi pôr a velocidade da luz a sofrer a influência da velocidade da fonte, em contradição com o seu próprio postulado, que diz que a velocidade da luz é independente da velocidade da fonte.

    Até aqui já vimos que a experiência está errada de duas maneiras. Errada porque não demonstra dilatação do tempo, mas sim, a velocidade da luz a sofrer a influência da velocidade da fonte e, errada porque, se a luz sofre a influência da velocidade da fonte, está em contradição com o postulado de Einstein, segundo o qual, a velocidade da luz é independente da velocidade da fonte.

    Mas há mais um erro. Este é para aqueles que querem ver mesmo dilatação do tempo apesar de toda a exposição lógica em contrário que acabámos de ver. Na verdade não vêm dilatação nenhuma. Pois o bonde se aumentar a velocidade, o seu tempo permanece sempre igual e, no referencial do observador parado, o tempo contrai. Temos portanto um resultado invertido.
    E assim a pretensa, famosa experiência mental de Einstein, não passa do maior dos equívocos.

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