Livro: Circuitos Eletrônicos - Guia Mangá


Novatec lança livro Guia Mangá de Circuitos Eletrônicos

O uso de História em Quadrinhos no ensino de Física é um tema que já abordamos anteriormente aqui no Efeito Joule, e não esqueçam as nossas tirinhas de Física, mas hoje trago uma novidade para vocês. O Guia Manga: Circuitos Eletrônicos, livro lançado pela Novatec Editora.

A série Guia Mangá é uma publicação da Novatec Editora em conjunto com a editora americana No Starch Press e a editora japonesa Ohmsha, uma das mais antigas e respeitadas editoras de livros técnicos e científicos do Japão.

livro: circuitos eletrônicos

Desconto especial para leitores do Efeito Joule:

Os leitores do Efeito Joule ganham 20% de desconto na compra de qualquer mangá no site da Novatec durante o ano de 2016, basta utilizar o código JOULE no momento da compra.

Circuitos Eletrônicos


Neste lançamento a proposta é ensinar o conteúdo referente a circuitos eletrônicos. Recebi este livro da editora hoje e gostei muito do desenho e do conteúdo de circuitos. É um ótimo material para alunos de cursos técnicos e profissionalizantes, mas isso não descarta o uso por alunos do ensino médio em geral, estudantes universitários e também professores. Se você tem interesse no assunto e quer um material mais leve numa linguagem mais dinâmica, este é o material certo.

Se você ainda não teve nenhum contato com eletricidade, é melhor estudar alguns conceitos básicos antes de encarar os circuitos eletrônicos, assim você vai ter um aproveitamento melhor do livro.

O mangá proporciona o acesso ao conhecimento de uma forma agradável e divertida, permitindo ao leitor associar o aprendizado ao prazer, e está é a proposta do livro. Este material pode ser utilizado para maior fixação do conteúdo abordado, para introduzir novos conceitos ou mesmo como material de referência.

Quer conhecer o livro?


Toru Shiden é um estudante do ensino médio que está à procura de novos membros para o seu Clube de Eletrônica. Para sua surpresa, Aya Ereki, uma garota animada e um pouco estranha do 1º ano, surge implorando para ser aceita no clube. Embora não saiba nada sobre circuitos eletrônicos, Aya é muito dedicada e se esforça para aprender ao máximo. Porém, ela tem um interesse secreto que vai além do clube...

Com o Guia Mangá Circuitos Eletrônicos você verá circuitos, corrente e ondas à medida que Toru ensina Aya a construir seu primeiro projeto – um rádio transistorizado – e aprenderá sobre transistor, amplificador, demodulador, gerador e tudo o que você precisa saber para compreender os circuitos eletrônicos.

Se você é um estudante de eletrônica ou apenas alguém curioso, vai se divertir e aprender muito com este livro.

Você pode acessar um capítulo de exemplo neste link: mangá circuitos pdf

Confiram os livros já lançados da mesma série: livros guia mangá

Este é mais um texto da série Livros de Física.

Lei de Conservação da Energia

"Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma". Não há nenhuma forma melhor de iniciar nossa conversa sobre Leis de Conservação da Energia do que essa célebre frase de Lavoisier. É claro que isso é uma forma filosófica de unificar suas descobertas sobre a conservação de massa em reações químicas. Aqui pretendo abordar, de forma resumida, alguns aspectos da chamada Lei da Conservação da Energia em sistemas físicos gerais a fim de dar um pequeno preparativo para questões do ENEM que envolvem o assunto.

Existem sistemas que não interagem com nenhuma vizinhança que são ditos sistemas físicos fechados ou isolados. Resumidamente um sistema físico isolado é tratado de forma que ele é o universo. Isso não é nenhuma fantasia, pois sistemas que interagem fracamente com o ambiente e podem manter certas propriedades por um tempo razoável podem ser estudados como um sistema isolado, por exemplo, o café quente dentro de uma garrafa térmica. Para sistemas como esse nós temos uma lei análoga a Lei de Lavoisier que é:

“A energia total de um sistema físico isolado é uma quantidade conservada.”

Note que essa lei fala sobre a energia total, mas não especifica que tipo de energia, isso nos leva a intuir que a soma de todas as energias em um sistema é a sua energia total. Uma consequência direta dessa Lei é a ideia de conversão de energia. Se o valor de certa energia está diminuindo ou aumentando de uma quantidade X no sistema, então deve haver outra forma de energia que está aumentando ou diminuindo, respectivamente, o seu valor também de uma quantidade X. Um exemplo bastante usado envolvem duas grandezas físicas importantes em estudo de sistemas mecânicos: as energias potencial e cinética.

A energia potencial ou energia potencial gravitacional é uma energia armazenada em um corpo de massa m a uma altura h da superfície da terra e seu valor é calculado pela equação Ep = mgh, onde g é a constante da gravidade. Essa quantidade energia independe de o corpo está em movimento. Por outro lado temos uma energia associada a qualquer corpo em movimento com relação a um dado referencial, que é a Energia Cinética do corpo. Quão mais rápido se move um corpo de massa m, maior a energia cinética do corpo. Essa quantidade é calculada pela equação Ec = mv2/2, onde v é a velocidade do corpo. A composição (soma aritmética) dessas quantidades dá origem a uma energia total chamada Energia Mecânica. Então temos que Emec = Ec + Ep. Com isso podemos dizer que a energia que se conserva no sistema não é a energia cinética ou a potencial, a energia que se conserva é a energia total do sistema, ou seja, a energia mecânica.

Como exemplo, considere uma bola parada (com relação à superfície da terra) há uma distância h da superfície da terra. Então esse corpo tem energia cinética nula, porém tem associado a ela uma energia potencial diferente de zero. Agora largamos a bola e a deixamos em queda livre (supondo que não há atrito com o ar), quando o corpo atinge o chão sua energia potencial é nula, pois não há diferença de altura h do corpo com relação à superfície da terra, então pra onde foi a quantidade de energia potencial do corpo? Sumiu? Não! Note que temos duas quantidades de energia envolvida, então pelo princípio da conservação da energia a energia potencial deve ter “sumido” se a energia cinética aumentou. E isso é bastante óbvio. A bola inicialmente estava parada e só pode ter saído da sua posição inicial se houve um ganho de velocidade e, consequentemente, um ganho em sua energia cinética. Então a explicação é que a medida que a bola caia a sua energia potencial era convertida em energia cinética e quando não há mais energia potencial é porquê toda a energia agora é puramente cinética. Você deve está se perguntando: Calma, mas como a energia agora é cinética se quando a bola está no chão a terra para o corpo e a velocidade é nula? É aí onde a brincadeira fica interessante!

Quando estávamos analisando o sistema em queda ele não estava interagindo (em contato) com nada, então a sua energia é puramente cinética imediatamente antes do contato com a terra. Quando a bola colide com a terra sua velocidade é nula (considerando que ele não sobe novamente e gruda na terra) e sua altura também, então toda a energia mecânica do corpo foi a zero, mas não quer dizer que a energia sumiu. Com a colisão essa energia é dissipada para a terra, ou seja, quando consideramos a interação do nosso sistema com o meio externo (nesse caso o meio externo é a terra) pode haver perda de energia do nosso sistema (que no caso é a bola que estava caindo). Como essa energia dissipada para a terra vai se transformar foge do escopo desse texto, mas podemos garantir com certeza que ela não é destruída, apenas convertida em outras formas de energia.

Texto enviado pelo professor de física Alan Costa dos Santos.