Novo sistema de ensino de física

Bomba atômica

Em 6 de agosto de 1945 caiu a primeira bomba atômica em Hiroshima e três dias depois a segunda bomba atômica em Nagasaki. Foram quase 200 mil mortos nestes que foram os piores e mais cruéis ataques de todos os tempos. Neste texto não vou discutir as razões da utilização das bombas atômicas e nem como a humanidade utiliza o conhecimento científico, em outro momento escrevo sobre minha insatisfação de como o conhecimento científico é tratado. Agora vou apenas escrever sobre a bomba, sua construção, seu funcionamento e a física envolvida.


Uma conseqüência importante da relatividade é a equivalência entre massa e energia prevista por Einstein. Esta equivalência é demonstrada pela mais conhecida de todas as equações da Física:


E=m.c2


Em 1939, em plena segunda guerra mundial, os cientistas sabiam que, se um átomo pudesse ser dividido em dois, onde a soma das massas destes fosse menor do que a do primeiro, essa diferença de massa corresponderia a uma quantidade de energia imensa.


Temendo que a Alemanha pudesse adquirir tecnologia suficiente para a fabricação de um armamento que utilizasse tal conhecimento científico, um grupo de cientistas persuadiu Einstein a escrever uma carta ao presidente dos Estados Unidos alertando-o sobre o perigo. Após esta carta os Estados Unidos iniciaram o Projeto Manhattan com o objetivo de construir a bomba atômica.


Em 1942 a equipe do Projeto Manhattan já conseguia produzir uma reação atômica em cadeia e foram mais 3 anos de pesquisas e testes até a bomba atômica ficar pronta.


A bomba atômica é uma arma cuja energia liberada tem o poder de destruir uma cidade. Neste tipo de bomba os núcleos dos átomos de urânio ou plutônio são bombardeados por nêutrons, separando os átomos em outros dois de menor massa. Nesse processo de fissão nuclear libera outros nêutrons que irão bombardear outros núcleos desencadeando uma reação em cadeia. A energia liberada neste processo é imensamente grande.




Rosa de Hiroshima