Aplicações do Efeito Joule: Lâmpada incandescente

Como já vimos antes o Efeito Joule é o fenômeno caracterizado pela transformação de energia elétrica em energia térmica no instante em que um condutor é percorrido por uma corrente elétrica. As aplicações do Efeito Joule são diversas e com este texto inauguro uma série de 4 textos sobre estas aplicações.

Neste primeiro vamos estudar o Efeito Joule na Lâmpada incandescente:

Em meados de 1800 foi inventada a lâmpada de arco voltaico e durante muito tempo foi utilizada para iluminação. Thomas Alva Edison (1847 – 1931) inventou a lâmpada incandescente em 1879, fundou a Edison Eletric Light Company e, em 1881, criou a primeira usina elétrica comercial do mundo distribuindo energia elétrica nos Estados Unidos.

A lâmpada incandescente é formada por um filamento de tungstênio (resistor) confinado em um bulbo de vidro. Uma das extremidades do resistor está ligada a rosca da lâmpada e a outra na sua base. Nestas extremidades está ligado o condutor por onde flui a corrente elétrica necessária para o funcionamento da lâmpada.

Ao ligar o interruptor deste circuito uma corrente elétrica atravessa o resistor, neste instante o fluxo de elétrons livres aumenta o estado de agitação dos átomos do resistor, pois, parte da energia cinética destes elétrons é transferida para os átomos nas colisões que ali ocorrem. As colisões aumentam o estado de agitação dos átomos do resistor, aumentando assim sua temperatura.


Os elétrons dos átomos do resistor podem chegar a um nível mais alto de energia e, quando estes voltam ao nível normal, liberam pacotes de energia chamados de fótons. A Luz é composta por estes pacotes de energia que se propagam pelo espaço como ondas eletromagnéticas iluminando o ambiente onde está ligada a lâmpada incandescente.

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