A história do vestibular no Brasil

A palavra “vestibular” é capaz de causar arrepios até no mais dedicado estudante, mas você conhece a história dessa prova que é um verdadeiro divisor de águas na vida de todos os estudantes do país?

Etimologicamente, a expressão “vestibular” vem do latim “vestibulum”, que designa o espaço de um ambiente entre a porta de entrada e os demais cômodos da residência. Ampliando esse significado, o vestibular pode ser considerado como uma verdadeira passagem para ingressar na universidade.

O início...

Um dos primeiros testes desse modelo foi criado na França e se chamava baccalauréat, popularmente conhecido como “le bac”, que foi instituído por Napoleão Bonaparte em 1808. Mas o vestibular só chegou em terras brasileiras em 1915, após uma série de reformas educacionais feitas pelo então ministro da Justiça e dos Negócios, Rivadávia da Cunha Corrêa. O ministro decidiu instituir a prova pois estava preocupado não só com a qualidade dos alunos que chegavam ao ensino superior, como também com a quantidade, pois o número de interessados em estudar nas faculdades brasileiras ultrapassou o número de vagas disponíveis. Vale lembrar que, até então, apenas quem estudava em algum colégio tradicional conseguia entrar em um curso superior.

O formato

As provas eram escritas e também orais, com questões de língua portuguesa, língua estrangeira, matemática, física, química, lógica, história e filosofia, além do conteúdo do primeiro ano de faculdade. A partir de 1961, com a Lei de Diretrizes e Bases, todos os estudantes dos cursos de grau médio do país poderiam ingressar no ensino superior. Por isso, as provas ficaram mais concorridas, e não podiam mais ser aplicadas nas salas de aulas das instituições.

Nessa época, era muito comum a realização dos exames em grandes locais, como os estádios do Mineirão e do Maracanã, por exemplo. Além disso, as provas para as faculdades federais eram realizadas todas no mesmo dia, o que impedia os candidatos de concorrer a diferentes cursos em mais de uma instituição.

Evolução até os dias atuais

Depois de algum tempo, as instituições, através de seus professores, criaram comissões específicas para tratar dos assuntos relativos à prova, como a Comissão Permanente de Vestibular – COPEVE – sigla comum a várias universidades públicas e privadas brasileiras. Um dos maiores vestibulares do país é o da Fuvest, que reúne quase 150 mil concorrentes a vagas na USP, Unicamp e Unesp.

Atualmente, as provas do Enem – o Exame Nacional do Ensino Médio – são a maior porta de entrada para inúmeras universidades no Brasil todo. Criado em 1998 para avaliar os egressos do ensino médio, o Enem é, desde 2009, a forma de concorrer a bolsas dos programas Sisu (Sistema de seleção Unificada) e Prouni (Universidade para Todos).

Dica de site que pode ser aliado nos estudos de física

A Física costuma ser uma das disciplinas que mais dá dor de cabeça aos jovens no ensino médio. Repleta de leis, fórmulas e cálculos, exige, além do conhecimento específico, um raciocínio lógico por parte do estudante.

Por ser uma matéria de exatas, revisar bem os conteúdos vistos em sala de aula e resolver diferentes questões é essencial para absorver os assuntos de forma eficiente. Ser criativo no pós-aula também conta bastante no aprendizado final. Uma alternativa que vem crescendo entre os alunos é recorrer à diversidade da internet.

No site Descomplica, por exemplo, o estudante pode acessar videoaulas que abrangem diferentes módulos da Física e de outras disciplinas expostas de maneira simplificada e lúdica. Além das aulas ao vivo, o aluno também pode acessar o material gravado, pausando o vídeo a qualquer momento ou voltando para entender melhor o que foi dito. Outra ferramenta disponível são as monitorias e fóruns online, nos quais o aluno conta com uma equipe de prontidão para tirar suas dúvidas.

Foi justamente a disciplina de Newton, Einsten e tanto cientistas famosos que deu surgimento ao Descomplica. O fundador Marco Fisbhen trabalhou como professor de Física por 15 anos e percebeu uma grande demanda para tirar dúvidas dos alunos. Como nem sempre tinha tempo para falar com todos eles, começou a gravar aulas online. Com o enorme sucesso, Marco convidou alguns colegas e lançou o portal em 2011, com todas as matérias vistas no Ensino Médio.

No site, existem diversas opções para o estudo da Física que se adequam às diferentes rotinas de estudos. Há o curso extensivo com 30 módulos, para quem deseja uma preparação mais aprofundada, o curso resumido para o Enem de 2014, o de resolução de questões e as aulas particulares.

Dica de site: Descomplica

Lei de Joule

Para entender a lei de Joule, vamos relembrar alguns conceitos que já estudamos aqui no blog Efeito Joule.

Definição do Efeito Joule

Quando um condutor é aquecido ao ser percorrido por uma corrente elétrica, ocorre a transformação de energia elétrica em energia térmica. Este fenômeno é conhecido como Efeito Joule, em homenagem ao Físico Britânico James Prescott Joule (1818-1889).

Esse fenômeno ocorre devido o encontro dos elétrons da corrente elétrica com as partículas do condutor. Os elétrons sofrem colisões com átomos do condutor, parte da energia cinética (energia de movimento) do elétron é transferida para o átomo aumentando seu estado de agitação, consequentemente sua temperatura. Assim, a energia elétrica é transformada em energia térmica (calor).

O resistor e o Efeito Joule

O resistor é um dispositivo cujas principais funções são: dificultar a passagem da corrente elétrica e transformar energia elétrica em energia térmica por Efeito Joule. Entendemos a dificuldade que o resistor apresenta à passagem da corrente elétrica como sendo resistência elétrica. O material mais comum na fabricação do resistor é o carbono.

Na grande maioria dos casos observamos a seguinte representação gráfica do resistor:
Resistor - lei de Joule


Calculo da resistência elétrica

Para o resistor é válida a expressão para cálculo da resistência elétrica:

R = U/i

que relaciona a resistência oferecida à passagem da corrente elétrica com tensão e corrente elétrica. Devemos lembrar que a unidade da resistência elétrica é o ohm (Ω) derivada do volt/ampère.

Potência elétrica

Na física, potência pode ser definida como a quantidade de energia liberada em certo intervalo de tempo, ou seja, quanto maior a energia liberada em um menor intervalo de tempo maior será a potência.

Logo, potência pode ser definida como energia por tempo, e, potencia elétrica é energia elétrica por tempo:

P = Eel/Δt

Substituindo Eel por Δq.U, temos:

P = Δq.U / Δt

Mas, sabemos que Δq/Δt define outra grandeza física, a corrente elétrica i= Δq/Δt, sendo assim:

P = U. i

Lei de Joule

Agora que entendendo estes conceitos acima podemos falar da lei de Joule.

Como vimos, o resistor transforma a energia elétrica em energia térmica, ou seja, a potência elétrica consumida por um resistor é dissipada. Essa potência é dada por P = U . i

Pela lei de Ohm (U=R.i), tem-se P = (R.i) . i

logo: P = R.i2

A energia elétrica transformada em energia térmica ao fim de um intervalo de tempo ∆t é dada por:

Eel = P . ∆t

Agora, substituindo a potencia por R.i2 temos a equação que representa a lei de Joule

Eel = R . i2 . ∆t

Enunciado da Lei de Joule


A energia elétrica dissipada num resistor, num dado intervalo de tempo ∆t, é diretamente proporcional ao quadrado da intensidade de corrente elétrica que o percorre.

A Potência e a lei de Joule


Sendo i = U/R, a potência elétrica dissipada pode, também, ser dada por:

P = U2/R

Quando a ddp é constante, a potência elétrica dissipada num resistor é inversamente proporcional à sua resistência elétrica.

Calculando a Resistência com base na potência


Podemos calcular a resistência elétrica de um resistor através da equação da potência apenas isolando esta incógnita.

R = P/i2
R = P/U2


As unidades de medidas de Energia e Potência


Potencia elétrica é medida em Watts que corresponde à energia (Joule) por tempo (segundos).

W = J/s

Entendendo esta relação podemos dizer que a energia (Joule) é igual a Potencia (Watts) multiplicada pelo tempo (segundos).

J = W.s

Aplicações da lei de Joule: chuveiro elétrico


Dentro do aparelho existe um resistor que está conectado a rede de energia. Quando abrimos a torneira, a água vai se acumulando dentro do chuveiro e, quando esta chega a certo nível, ela empurra um diafragma que serve como “chave” do chuveiro. O diafragma fecha a conexão entre o resistor e a rede de energia elétrica fazendo com que a corrente elétrica atravesse o resistor e o aqueça por efeito joule.

Para conhecer e entender outros aparelhos que funcionam utilizando a lei de Joule leia nossos textos sobre aplicações do Efeito Joule na sessão Como funciona.

Exercício sobre lei de Joule


(Unipac-MG) Leia as duas informações a seguir:

I. Na construção de linhas de transmissão elétrica, os engenheiros procuram evitar o máximo possível à perda de energia por efeito Joule.

II. Apesar dos brasileiros viverem numa zona tropical, muitos gostam de tomar banho quente.

Assim, para cumprir com as exigências técnicas das linhas de transmissão, os engenheiros estabelecem nestas mesmas linhas uma ________ corrente elétrica e uma _________ voltagem (tensão). Já para agradar aos brasileiros que gostam de banhos mais quentes, deveríamos ________ a resistência elétrica do chuveiro.

A opção que completa corretamente as lacunas do texto, na ordem em que aparecem, é:

a) baixa, alta, aumentar
b) baixa, baixa, diminuir
c) alta, alta, aumentar
d) alta, baixa, aumentar
e) baixa, alta, diminuir


Resposta


Procura-se transmitir energia elétrica utilizando alta tensão e baixa corrente, de modo que a potência dissipada (P = R . i2) seja pequena.

Analisando a potência em relação a tensão elétrica e resistência elétrica, temos:

P = U2/R

Podemos concluir que diminuindo a resistência elétrica do chuveiro, obtemos uma maior potência, logo, aquecerá mais.

A resposta do exercício então é a alternativa e.

Estude outros exercícios na nossa página de exercícios resolvidos de física.